quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Lembrei de você neste fim de ano (por André Nogueira)

Lembrei de você...não só por lembrar, mas por querer lembrar. Lembrar que neste ano, apesar dos desencontros, das dificuldades, da distância....Apesar das circunstâncias, seguimos em frente, estando perto ou não, buscamos ensinar, aprender, falar e principalmente ouvir. E viver cada dia, correr atrás, buscar nossos objetivos. o ano foi passando...Ás vezes despercebido, às vezes deixando marcas. É assim o tempo, assim são as pessoas. E agora um novo ano se aproxima e com ele novos projetos, novos desafios, novos risco e incertezas. Mas, também novas expectativas e oportunidades, novos sonhos e também realizaçaões. Não vai ser fácil, Mas quem disse que a vida é fácil, que ser humano é fácil? Mas isso nos torna diferentes, que nos fortalece e dá um signifcado verdadeiro as nossas vidas, um significado puro, quase divino. Como o nascer ou por-do-Sol ; como um sorriso de criança; um abraço sincero, um futebol com os amigos numa tarde de chuva fina. E assim, um novo ano se aproxima. Resta a gente construí-lo e depois saber como ele será lembrado.
FELIZ ANO NOVO, MUITA PAZ, SAÚDE E SUCESSO PARA TODOS NÓS!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Feras, chegou a hora!

Feras,

depois de uma longa jornada de estudos e muita dedicação às aulas chegou a hora da verdade. Muita calma, essa é a receita do sucesso!

Tenho, absoluta, convicção de que todos estão preparados e de que a UFPE os aguarada de portas abertas.

Sentirei saudades, mas fico feliz quando lembro de que um dia os encontrarei como grandes profissionais e cidadãos que irão fazer do Brasil um País de respeito.

Sucesso, meus amigos. Rumo à vitória!

A VIDA É MARAVILHOSA!

Quando dorme a razão, monstros são produzidos. Marcello Borges

Quando dorme a razão, monstros são produzidos
(frase de goya em um de seus quadros.)


- Uma ode a razão, proclama a sombra

A razão algo que é cultuada por tantos e é o arcabouço de vários discursos inflamados o próprio Lincon usava seus argumentos retóricos imbuídos de racionalidade para estimular o exército a cada vez que ele esmorecia na guerra de secessão. Mas a minha pergunte surge quando pergunto, os soldados usaram a razão, tal como Lincon usou para convencê-los?

A idade média é conhecida como a idade das trevas, a falta de luz a falta de racionalidade, mas seria realmente uma idade onde a razão inexistiu e foram proclamados feitos desprovidos de substância?

O racionalismo veio e construiu uma época em que tudo que não fosse razão não merecia crédito, tudo tinha uma explicação. Isto serviu para a quebra dos valores católicos que homogeneizavam a política, a cultura e as ciências. Com o simples fato de crença você poderia ter a explicação de tudo. Porém a razão é algo que pode explicar tudo? A razão tem esta preocupação de explicar tudo?

Guerras no mundo surgiram, ditadores ascenderam e foram depostos e a racionalidade se mostrou a personagem não principal, mas fundamental na configuração de todos estes tempos.

Cada vez que a razão cochilou monstros foram produzidos: o grande monstro católico da idade média; o grande monstro Leviatã do absolutismo; o grande monstro ditatorial fascista ou comunista; a grande besta-fera do racismo, o grande monstro do consumismo; o grande monstro do ódio e intolerância.

Todos estes episódios formam a demonstração de que basta não dormir, mas apenas um cochilo da razão que surgem personagens querendo se aproveitar deste momento. Porém a cada vez que a razão foi despertada e provocada surgiram soluções, a maioria das vezes pontuais para nossos problemas. A solução para o fim do absolutismo foram as revoluções burguesas embuídas de uma racionalidade de que aquele regime não mais favorecia aos seus anseios, e cheios desta racionalidade convenceram o povo para alcançarem seu triunfo.

A racionalidade é uma faca de dois gumes, tanto serve para o bem, quanto é uma arma dos que se dizem do bem para fazer o mal.

Porém não podemos deixar de trazer a tona um personagem que é diretamente influenciado por estes fluxos: o povo.

O conceito de povo ou a massa povo, é figura célebre que demonstra o estado de racionalidade de uma geração. Percebemos isto na idade média e o comportamento desenvolvido por eles; ou até nos tempos atuais com todos crentes numa racionalidade para o bem do planeta se esforçam na diminuição da poluição do planeta. Não é racional? O mundo se continuar assim será destruído! Será?

O coerente de observar é que a cada época de falta de razão sucede uma com um culto a racionalidade, e até na própria falta da racionalidade ela é operada para sustentar as bases do mal. Hittler usava de suas verdades para convencer, Mussolini, Luis XIV todos eles sabiam que defender seu ponto de vista e convencer o povo de sua racionalidade.

A cada época de falta de racionalidade vem outra com racionalidade.o absolutismo consolidou suas bases numa falta pontual de racionalidade do povo em relação a argumentação política. Hittler mostrou para a Alemanha sua tese racional, mas o povo não foi racional.

Esta nossa época demonstra uma racionalidade ou falta de racionalidade? O que importa é que mudanças estão surgindo e quando há mudanças é sinônimo de que alguém está pensando. Foi assim ao longo dos tempos e continuará sempre assim...?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lula conselheiro!


UNIÃO EUROPEIA: Tratado de Lisboa entra em vigor.

O Tratado de Lisboa entra em vigor, introduzindo novas regras para a administração do bloco europeu.
Na verdade, são dois acordos que foram assinados na capital portuguesa, Lisboa, em 13 de Dezembro de 2007. Um deles é sobre a União Europeia e o outro, sobre o modo de trabalho do bloco. Os tratados de Lisboa unem todos os acordos em vigor até agora – os de Roma, Maastricht, Amsterdã e Nice –, alinhavando os conteúdos desses documentos. À parte da criação de instituições, competências e procedimentos novos, o tratado que passa a vigorar nesta terça-feira (01/12) não é muito diferente de seus antecessores.
Resultado de quase oito anos de discussão, o Tratado de Lisboa dá mais força ao Parlamento Europeu. Os deputados em Estrasburgo passam a ter mais poder de decisão em quase todos os âmbitos políticos, juntamente com o Conselho de Ministros, a representação dos 27 países-membros.

O documento também cria dois novos postos de liderança. Herman Van Rompuy, até há pouco tempo um desconhecido chefe de governo da Bélgica, assume um mandato de dois anos e meio como presidente do Conselho Europeu, o grêmio de chefes de governo e de Estado que determina as diretrizes da política europeia.

Herman Van Rompuy quer ser um mediador. Em seu discurso de posse, nesta terça-feira (01/12), ele afirmou que suas opiniões pessoais não importam. A britânica Catherine Ashton, também praticamente desconhecida no panorama internacional, será nos próximos cinco anos a alta representante para a política externa e segurança da UE.

Importante para os candidatos

O Tratado de Lisboa será importante principalmente para os candidatos a ingressarem no bloco. Croácia e os outros países dos Bálcãs só poderão ser aceitos depois que passar a vigorar o novo tratado, planejado para permitir que a UE funcione com 30 ou mais integrantes.

O documento não chega a ser uma Constituição e nada especial do ponto de vista jurídico, acredita Christoph Möllers, professor de Direito Público na Universidade Humboldt, de Berlim. Desde os tratados de Roma de 1958, os países-membros firmaram acordos se comprometendo a fundar determinados órgãos, o que também se repetiu desta vez.

“ Isso não é nenhuma novidade. O engraçado da integração europeia é que ela é feita em pequenos passos, de modo que nunca chegaremos a esse ponto de Arquimedes, onde poderíamos dizer que passou a existir algo fundamentalmente novo”, afirmou Möllers. Mesmo assim, segundo sua avaliação, o bloco mudou bastante nos últimos 30 anos.
O novo tratado europeu não cria Estados novos, nem um super-Estado, assinalou o presidente tcheco Vaclav Klaus. A União Europeia continua sendo uma associação de países. “Super-Estado é uma categoria que não combina com a UE. Ela é um grande aparato burocrático que representa os países que a integram e no qual eles ainda detêm a maior influência”, explica Möllers.
A UE se torna mais democrática com o novo tratado, mas os padrões de democracia são, em parte, diferentes dos encontrados nos Estados nacionais, segundo o especialista.
O Tratado de Lisboa cria, pela primeira vez, um catálogo geral de direitos fundamentais como parte integrante do direito da UE. No entanto, os direitos fundamentais garantidos pelas Constituições nacionais permanecem intocados.
Segundo o jurista Jo Leinen, especialista em Tratado de Lisboa no Parlamento Europeu, os direitos fundamentais garantidos pelo acordo europeu não podem ser reclamados na Corte Europeia de Justiça, em Luxemburgo. "A via judicial continua sendo os tribunais nacionais“, afirma Leinen.
“Como cidadão, não posso recorrer diretamente a Luxemburgo, a não ser que uma decisão da EU atinja diretamente um cidadão. Esse caso é bastante raro, pois fazemos leis a serem aplicadas em âmbito nacional. Mas o catálogo de direitos fundamentais serve de referência para a interpretação da soberania europeia”, explica. Os tribunais europeus irão se nortear por ela para tomar decisões de âmbito nacional, acredita Leinen.
O novo tratado europeu inclui inúmeros protocolos, explicações e apêndices nos quais os membros conseguiram negociar uma grande quantidade de exceções para si. A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, por exemplo, não é vinculativa para Reino Unido, Polônia e República Tcheca devido às restrições de ordem constitucional levantadas por esses países.

Autor: Bernd Riegert
01/12/2009.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Resolução GEOGRAFIA – UPE/2010

Comentários da prova de geografia UPE 2010, por
Professores: Amália Guimarães, André Gustavo e Gustavo Borges (Colégio Boa Viagem - CBV)

1) Gabarito “d”
Alternativa 1 (falsa), pois a velocidade de deslocamento do vento é DIRETAMENTE
proporcional a variação de pressão atmosférica.
Alternativa 2 (falsa), os furacões tropicais não ocorrem na região da Inglaterra e exigem
oceanos aquecidos, como exemplo, o mar do Caribe.

2) Gabarito “e”
Sobre os movimentos rápidos de massa no Recife e métodos de amenização desse
fenômeno.
Todas as alternativas são verdadeiras.

3) Gabarito “c”
Os blocos diagrama da questão ilustram as FALHAS GEOLÓGICAS decorrentes de
atividades tectônicas.

4) Gabarito “d”
A questão destaca, no mapa, o Afeganistão, representado pelo n.º 4, em que
supostamente estaria escondido o terrorista OSAMA BIN LADEN, após os atentados de 11 de
setembro de 2001, nos EUA.

5) Gabarito “e”
A questão aborda a temática CIDADANIA, que deveria ser explorada de forma mais
adequada na prova de SOCIOLOGIA, embora não tenha causado dificuldades para o FERA
chegar ao gabarito correto.

6) Gabarito “e”
Sobre o Proálcool, programa nacionalista da ditadura militar, de 1975, com o objetivo
de diminuir a dependência na importação do petróleo arábico, o importante era fornecer
biocombustíveis ao mercado interno, em um contexto internacional de crise do petróleo.

7) Gabarito “b”
O objeto de estudo da ciência geográfica é o espaço socializado, produto da ação do
homem.

8) Gabarito “c”
A imagem de satélite identifica um furacão, formado em áreas de baixas pressões
atmosféricas e sobre oceanos aquecidos, podemos denominar este fenômeno de ciclone
tropical, com ventos que ultrapassam 117 km/h.

9) Gabarito “b”
A paisagem geomorfológica foi modelada pelo agente fluvial, em que a feição do relevo
identificada como 1 representa os terraços fluviais.
10) Gabarito “d”
Sobre cartografia, um dos elementos do mapa é a escala numérica, em que a grandeza
da escala é inversamente proporcional ao tamanho do denominador.

11)
Falsa I – Na proposição I, a área 2 corresponde ao complexo do pantanal típico de clima
tropical continental.
Falsa IV – Na proposição IV, a área 1 representa o domínio do cerrado com formações
arbustivas e heteróclitas que refletem a pobreza nutricional dos solos ácidos.

12)
Aborda o tema Fontes de energia; todas as alternativas são verdadeiras.

13) Gabarito I - 0, 1 e 4
II – 2 e 3
Falsa 2 – A impermeabilização dos solos interfere diretamente no ciclo hidrológico, pois
diminui, por exemplo, a capacidade do solo de absorver a água precipitada que não
comprometerá o abastecimento ou renovação dos mananciais.
Falsa 3 – A urbanização nos países subdesenvolvidos pode interferir diretamente nos
microclimas, fazendo surgir, por exemplo, as chamadas “ilhas de calor” nos grandes centros
urbanos que acaba fazendo surgir microclimas urbanos.

14) Gabarito I 2, 3 e 4
II 0, 1
Falsa 0 – Os divisores de água na fase da juventude tendem a ser amplos e algumas vezes
planos devido ao curto ciclo ou tempo de erosão desenvolvido pelo rio.
Falsa 1 – Na senilidade, o rio torna-se lento, devido à grande carga de sedimentos
transportados, aos seus meandros e a sua reduzida declividade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Concurso da PM - PE: Comentário da prova.

Depois de muita expectativa e trabalho, finalmente, chegou o dia da prova do concurso da PM do Estado de PERNAMBUCO. Este ano a prova foi elaborada pela UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE.
A prova de Geografia, ao contrário do que era de se esperar, foi muito fácil e pobre, diante do conteúdo exigido. Os candidatos devem ter adorado, mas a necessidade de se acertar todas as questões passa a ser vital para garatir a vaga.
As questões abordaram os seguintes temas:
01 questão de Geografia Urbana, sobre as causas do processo de urbanização brasileira, trivial;
02 questões de Demografia, crescimento da população e movimentos horizontais da população, meramente conceituais, que não exigiam muito de conhecimentos geográficos para resolução;
01 questão sobre as características e níveis de integração dos blocos econômicos, sem muitas surpresas e;
01 questão sobre os aspectos gerais das regiões naturais do estado de Pernambuco, deixando temas como o crescimento econômico do estado de lado.
Embora tenha sido cobrado no edital, o tema CLIMAS DO NORDESTE, ao contrário da última prova, realizada pelo IPAD em 2006, não foi contemplado o que, certamente, deve ter frustrado muitos candidatos.
Com enunciados curtos e diretos e sem a presença de textos que exigissem uma linha de racíonio para resolução das questões além da ausência de MAPAS (acreditem!), GRÁFICOS, TABELAS/QUADROS e ILUSTRAÇÕES a prova foi um premio para aquele candidato que não estudou ou se preparou para realizar o exame.
Baixe aqui a prova e o gabarito
Boa sorte a todos candidatos. Sucesso!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Comentários da prova 1ª ano SSA/UPE (por Daniel Montarroyos e Gustavo Borges)

Infelizmente, a prova não apresenta coerência com o conteúdo divulgado, porquanto a questão 38, sobre demografia, não consta no programa alterado pela UPE no segundo semestre. Houve uma valorização dos temas relacionados à climatologia, em detrimento de outros conteúdos, como: geologia, geomorfologia e recursos hídricos.

Mais uma vez, o nível da prova ficou abaixo das expectativas, exigindo muito pouco da capacidade de interpretação e contextualização.

A elaboração das questões apresenta clareza, não havendo problemas de interpretação por parte do candidato.

As ilustrações apresentam-se nítidas e claras, todas com boa qualidade. No entanto, para uma prova de Geografia, a ausência de ferramentas cartográficas (mapas, imagens de satélite etc.) é um ponto a ser destacado, tendo em vista constituírem um importante instrumento da análise geográfica.

Esperamos que a UPE reveja e anule a questão 38, sobre demografia, uma vez que o conteúdo exigido não consta no programa divulgado para o SSA, triênio 2009-2011.

Resoluções

1) O princípio da extensão ou localização, elaborado por Alexander Von Humboldt, é o princípio básico da Geografia, que destaca a importância das ciências auxiliares, como a cartografia, na delimitação e localização dos fatos geográficos.
Resposta: "e"

2) A Teoria MALTHUSIANA, elaborada pelo economista Thomas R. Malthus relaciona o crescimento populacional e a produção de alimentos, sugerindo o controle da natalidade como forma de evitar a crise de abastecimento alimentar mundial.
Resposta: "c"

3) A questão é bastante simples, abordando a orientação espacial. Como não há a presença do norte de referência e do horário, da região em questão, é impossível dizer se o sentido percorrido pelo rio seja LESTE ou OESTE.

4) A região Norte do Brasil está submetida às invasões da MEC (Massa Equatorial Continental) causando chuvas torrenciais, ao longo do ano, com baixas amplitudes térmicas.
Resposta: "a"

5) O gráfico relaciona a variação de ALTITUDE e TEMPERATURA na atmosfera terrestre. Na região destacada do gráfico, mostra uma elevação da temperatura, quando esta deveria ser mais baixa, evidenciando a INVERSÃO TÉRMICA.
RESPOSTA: "b"

6) A alternativa 2-2 destaca que a poluição atmosférica se concentra na camada ESTRATOSFERA, quando na realidade esta concentração acontece na camada mais baixa da atmosfera, a TROPOSFERA.
Resposta: "0, 1, 3 e 4"

Daniel Montarroyos e Gustavo Borges são professores dp COLÉGIO BOA VIAGEM - CBV -Recife-PE

domingo, 15 de novembro de 2009

Ideologia,é necessário uma para viver? (Por Marcello Borba)

É um marco teórico recorrente, principalmente quando surgem criticas a postura que se vem traçando nos jovens que comporão a sociedade, o fenômeno da despolitização ou falta de ideologia destas pessoas.

Primeiro ponto entender ideologia em seu sentido lato como algo que vem antes de determinado ato. Por exemplo, quando você vai abrir a boca para emitir sua opinião sobre determinado fato você vai argumentar em prol daquilo que defende, acredita ou estudou, pois bem, tudo isso faz parte de uma gama de conhecimento que pode ser denominado ideologia. Acreditar, defender e propor.

Segundo ponto, não estou fazendo nenhum tratado científico ou algo para defender qualquer corrente ideológica.

Ideologia é o que move o mundo? O que fez a Rússia virar socialista foi o fato de algumas pessoas acreditarem numa forma de pensamento. O que fez a Alemanha virar nazista foi o fato dos alemãs daquele tempo acreditarem num ideal.

Então ideologia é algo anterior a qualquer atitude (consciente?) de uma pessoa. Neste ponto estaria dizendo que ideologia é algo racional que acreditamos e, porque não, defendemos.

Porém pode uma ideologia nos cegar, este algo anterior a nós, que determina nossas atitudes pode nos determinar uma visão de mundo sempre marcante por uma linha que pode simplesmente simplificar o fato por aquela forma de corrente que defendemos. Isto é prejudicial porque não é possível enxergar nada a sua frente que sua ideologia não permita, os fatos são ou não são concordantes com sua forma de visão, se são estão certos, se não são, estão errados. Só assim posso explicar a guerra entre muçulmanos e cristãos; socialistas e capitalistas.

Fenômeno pior é o da falta de ideologia, uma cegueira que é complicada de se tratar pois é difícil a pessoa se dizer sem ideologia; estas pessoas são mais fáceis de serem ludibriadas por correntes oportunistas pelo simples fato de não terem uma posição coerente sobre suas atitudes são facilmente convencidas de um ponto que desconhecem, pelo fato de não terem capacidade de reflexão sobre este novo pensamento.

Ideologia é algo bom, muito bom. Viver com um ideal, acreditar, lutar por um marco. O que não deve ser defendida é a ideologia cega que leva ao autoritarismo e endeusamento de uma das várias formas de se enxergar o mundo.

Quando Cazuza profere: ideologia, eu quero uma para viver! Ele estava vivendo um momento de apatia e enfraquecimento de uma corrente ideológica que era a socialista e a “vitória” do capitalismo uma outra corrente que coisifica as pessoas que são de seu sistema tornando-as irracionas, sem saber que estão proferindo uma ideologia e vivendo um estilo de vida posto, às vezes que não é o seu. Então nada mais natural seu pessimismo por ver as pessoas se desiludindo sem perspectivas. Pois o que alimenta uma ideologia é o fato de existir outra oposta a ela, sua função é derruba-la, provar que a sua é melhor. E quando consegue, o que resta? A luta acaba? Não acaba, mas perde sentido até que outra surja, ou a vencida volte para contrapor novamente.

Não quero definir as ideologias como ideologia boa e ideologia má. Não. Mas salientar que das duas posso tirar várias formas de ver o mundo, todas elas corretas e erradas, dependendo do referencial. Para mim a corrente X emite uma verdade válida, para você Y e até a negação de verdade é uma forma de seguir algo, seguir a descrença.

Quando Bertoldt Brecht profere o analfabeto político, ele diz não só a sua forma de pensamento, mas também uma crítica a apatia de vivenciar a política, de enxergar que o mundo ao seu redor, este mundo de crises, continua e sempre continuará a ter diferentes formas de pensamento que o levarão a um fim. Ele condena não só a apatia, mas a inércia, a fraqueza, o orgulho de bater no peito e dizer: “sou alienado e pronto.”

Alienação é isto que causa a cegueira de querer ver só seu pensamento, e a de negar todos os pensamentos. Alienado é simplesmente um ser cheio de si, mas que desconhece o mundo que o cerca.

Ideologia,é necessário uma para viver?

É um marco teórico recorrente, principalmente quando surgem criticas a postura que se vem traçando nos jovens que comporão a sociedade, o fenômeno da despolitização ou falta de ideologia destas pessoas.

Primeiro ponto entender ideologia em seu sentido lato como algo que vem antes de determinado ato. Por exemplo, quando você vai abrir a boca para emitir sua opinião sobre determinado fato você vai argumentar em prol daquilo que defende, acredita ou estudou, pois bem, tudo isso faz parte de uma gama de conhecimento que pode ser denominado ideologia. Acreditar, defender e propor.

Segundo ponto, não estou fazendo nenhum tratado científico ou algo para defender qualquer corrente ideológica.

Ideologia é o que move o mundo? O que fez a Rússia virar socialista foi o fato de algumas pessoas acreditarem numa forma de pensamento. O que fez a Alemanha virar nazista foi o fato dos alemãs daquele tempo acreditarem num ideal.

Então ideologia é algo anterior a qualquer atitude (consciente?) de uma pessoa. Neste ponto estaria dizendo que ideologia é algo racional que acreditamos e, porque não, defendemos.

Porém pode uma ideologia nos cegar, este algo anterior a nós, que determina nossas atitudes pode nos determinar uma visão de mundo sempre marcante por uma linha que pode simplesmente simplificar o fato por aquela forma de corrente que defendemos. Isto é prejudicial porque não é possível enxergar nada a sua frente que sua ideologia não permita, os fatos são ou não são concordantes com sua forma de visão, se são estão certos, se não são, estão errados. Só assim posso explicar a guerra entre muçulmanos e cristãos; socialistas e capitalistas.

Fenômeno pior é o da falta de ideologia, uma cegueira que é complicada de se tratar pois é difícil a pessoa se dizer sem ideologia; estas pessoas são mais fáceis de serem ludibriadas por correntes oportunistas pelo simples fato de não terem uma posição coerente sobre suas atitudes são facilmente convencidas de um ponto que desconhecem, pelo fato de não terem capacidade de reflexão sobre este novo pensamento.

Ideologia é algo bom, muito bom. Viver com um ideal, acreditar, lutar por um marco. O que não deve ser defendida é a ideologia cega que leva ao autoritarismo e endeusamento de uma das várias formas de se enxergar o mundo.

Quando Cazuza profere: ideologia, eu quero uma para viver! Ele estava vivendo um momento de apatia e enfraquecimento de uma corrente ideológica que era a socialista e a “vitória” do capitalismo uma outra corrente que coisifica as pessoas que são de seu sistema tornando-as irracionas, sem saber que estão proferindo uma ideologia e vivendo um estilo de vida posto, às vezes que não é o seu. Então nada mais natural seu pessimismo por ver as pessoas se desiludindo sem perspectivas. Pois o que alimenta uma ideologia é o fato de existir outra oposta a ela, sua função é derruba-la, provar que a sua é melhor. E quando consegue, o que resta? A luta acaba? Não acaba, mas perde sentido até que outra surja, ou a vencida volte para contrapor novamente.

Não quero definir as ideologias como ideologia boa e ideologia má. Não. Mas salientar que das duas posso tirar várias formas de ver o mundo, todas elas corretas e erradas, dependendo do referencial. Para mim a corrente X emite uma verdade válida, para você Y e até a negação de verdade é uma forma de seguir algo, seguir a descrença.

Quando Bertoldt Brecht profere o analfabeto político, ele diz não só a sua forma de pensamento, mas também uma crítica a apatia de vivenciar a política, de enxergar que o mundo ao seu redor, este mundo de crises, continua e sempre continuará a ter diferentes formas de pensamento que o levarão a um fim. Ele condena não só a apatia, mas a inércia, a fraqueza, o orgulho de bater no peito e dizer: “sou alienado e pronto.”

Alienação é isto que causa a cegueira de querer ver só seu pensamento, e a de negar todos os pensamentos. Alienado é simplesmente um ser cheio de si, mas que desconhece o mundo que o cerca.