quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Rússia diz que vai reforçar presença na Abecásia

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o país vai gastar quase US$ 500 milhões em 2010 para reforçar as suas bases militares na Abecásia, região separatista da Geórgia considerada independente pelos russos.
localização da Abecásia.

O anúncio foi feito na chegada de Putin à Abecásia para uma reunião com o governo local. O premiê afirmou que seu país está comprometido com a defesa e com a ajuda financeira do território na região noroeste da Geórgia.



bandeira da Abecásia.

A Abecásia e a Ossétia do Sul foram oficialmente reconhecidas pela Rússia como Estados independentes depois da rápida guerra entre Rússia e Geórgia há dois anos.

O conflito teve início no dia 7 de agosto de 2008, quando a Geórgia tentou retomar o controle das duas regiões. A Rússia reagiu rapidamente com uma invasão militar na Geórgia, que durou semanas.

Além da Rússia, apenas a Nicarágua reconheceu a independência da região depois do conflito. As duas áreas ainda são consideradas por muitos países como partes da Geórgia.

O reforço da presença militar russa na Abecásia e na Ossétia do Sul é considerado pela Geórgia uma violação clara de sua soberania.

O país disse que a visita de Putin demonstrou a tendência do primeiro-ministro russo de "desafiar as normas e principios de leis internacionais reconhecidos".

Sua presença na região é uma "tentativa de escalar as tensões no Cáucaso", afirma um comunicado do governo georgiano.

A Grã-Bretanha também criticou o anúncio de Putin, dizendo que ele vai em direção oposta aos esforços internacionais para amenizar as tensões entre as duas nações.

sábado, 1 de agosto de 2009

A profissão de Geógrafo

caros amigos, para os que ainda acreditam que o Géografo tem atuação restrita ao magistério aí vai o que regulamenta a Lei 6.664/79.

O Presidente da República.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1 . Geógrafo é a designação profissional dos habilitados conforme os dispositivos da presente Lei.

Art. 2 . O exercício da profissão de Geógrafo somente será permitido.
I - aos Geógrafos e aos bacharéis em Geografia e em Geografia e História, pelas Faculdades de Filosofia, Ciências e letras e pelos Institutos de Geociências das Universidades oficiais ou oficialmente reconhecidas;
II - (Vetado);
III - aos portadores de diploma de Geógrafo, expedido por estabelecimentos estrangeiros similares de ensino superior, após revalidação no Brasil.

Art.3o . É da competência do geógrafo o exercício das seguintes atividades e funções a cargo da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios, das entidades autárquicas ou de economia mista e particulares:
I - reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físico-geográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e específicos da Geografia, que se fizerem necessárias:
a) na delimitação e caracterização de regiões e sub-regiões geográficas naturais e zonas geoeconômicas, para fins de planejamento e organização físico-espacial;
b) no equacionamento e solução, em escala nacional, regional ou local, de problemas atinentes aos recursos naturais do país;
c) na interpretação das condições hidrológicas das bacias fluviais;
d) no zoneamento geo-humano , com vistas aos planejamentos geral e regional;
e) nas pesquisas de mercado e intercâmbio comercial em escala regional e inter-regional;
f) caracterização ecológica e etológica da paisagem geográfica e problemas conexos;
g) na política de povoamento, migração interna, imigração e colonização de regiões novas ou de revalorização de regiões de velho povoamento;
h) no estudo físico-cultural dos setores geoeconômicos destinados ao planejamento da produção;
i) na estruturação ou reestruturação dos sistemas de circulação;
j) no estudo e planejamento das bases físicas e geoeconômicas dos núcleos urbanos e rurais;
l) no aproveitamento, desenvolvimento preservação dos recursos naturais;
m) no levantamento e mapeamento destinados à solução dos problemas regionais;
n) na divisão administrativa da União, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios.
II - a organização de congressos, comissões, seminários, simpósios e outros tipos de reuniões destinadas ao estudo e divulgação da Geografia.

Art. 4o . As atividades profissionais do Geógrafo, sejam as de investigação puramente científica, sejam as destinadas ao planejamento e implantação da política social, econômica e administrativa de órgãos públicos ou às atividades de natureza privada, se exercem através de:
I - órgãos e serviços permanentes de pesquisas e estudos, integrantes de entidades científicas, culturais, econômicas ou administrativas;
II - prestação de serviços ajustados para a realização de determinado estudo ou pesquisa, de interesse de instituições públicas ou particulares, inclusive perícia e arbitragens;
III - prestações de serviços de caráter permanente, sob a forma de consultoria ou assessoria, junto a organizações públicas ou privadas.

Art. 5o. A fiscalização do exercício da profissão de Geógrafo será exercida pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

Art. 6o . O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia somente concederá registro profissional mediante apresentação de diploma registrado no órgão próprio do Ministério da Educação e Cultura.

Art. 7o . A todo profissional registrado de acordo coma presente Lei será entregue uma carteira de identidade profissional, numerada, registrada e visada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na forma da lei.

Art. 8o . É vedado o exercício da atividade de Geógrafo aos que 360 (trezentos e sessenta ) dias após a regulamentação desta lei, não portarem documento de habilitação expedido na forma prevista na presente Lei.

Art. 9o . A apresentação da carteira profissional de Geógrafo será obrigatoriamente exigida para inscrição em concurso, assinatura em termos de posse ou de quaisquer documentos, sempre que se tratar de prestação de serviço ou desempenho de função atribuída ao Geógrafo, nos termos previstos nesta Lei.

Art. 10. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias.

Art. 11. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 12. Revogam-se as disposições em contrário.

Perda de comanda na balada: consumidor só deve pagar pelo que consumiu

Quem costuma frequentar casas noturnas já deve ter recebido uma comanda prevendo multa para o caso de perda ou extravio. Entretanto, segundo o diretor-presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), Geraldo Tardin, a prática é ilegal e o consumidor só deve pagar pelo que de fato consumiu.

"Essa prática é adotada por muitos estabelecimentos. É comum o consumidor pagar pela prática abusiva da empresa sem ter a informação de que está sendo lesado!", diz Tardin.

Lei
De acordo com o presidente do Instituto, não há nenhuma lei que legitime o estabelecimento a cobrar multa. Além disso, acrescenta, a responsabilidade de manter o controle do que foi consumido é do fornecedor e não do cliente.

"O fornecedor não pode repassar ao consumidor o controle. Essa atitude caracteriza prática abusiva. O fornecedor deve ter o controle do consumo por cartão magnético ou venda de fichas", alerta.

No caso da perda da comanda, o consumidor que for impedido de deixar o estabelecimento, caso não pague a multa, poderá ligar para a polícia e pedir seu comparecimento ao local. Além disso, ele deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

Na hipótese de o cliente pagar a conta estipulada pela casa noturna, este poderá ingressar com uma ação pedindo em dobro o valor pago e mais indenização por danos morais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Medida Provisória 458 e o fim da Amazônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no dia (26/junho), a Medida Provisória 458, que prevê a regularização de terras na Amazônia Legal.
O que é a Medida Provisória 458?

A Medida Provisória 458 trata da regularização de terras na Amazônia Legal, abrindo a possibilidade de que os posseiros formalizem juridicamente seu direito a essas propriedades.
As propriedades de terra com até um quilômetro quadrado (100 hectares), que representam 55% do total dos lotes, serão doadas aos posseiros. Aqueles que possuírem até 4 quilômetros quadrados (400 hectares) terão de pagar um valor simbólico, e os proprietários com até 15 quilômetros quadrados (1,5 mil hectares) pagam preço de mercado pelas terras.
Os posseiros interessados em adquirir as terras precisam ainda atender a algumas condições, entre elas, ter na propriedade sua principal fonte econômica e ter obtido sua posse de forma pacífica até dezembro de 2004.

Após a transferência, o proprietário terá ainda de cumprir certas obrigações, como por exemplo, recuperar áreas que tenham sido degradadas. Pelo Código Ambiental, pelo menos 80% de cada propriedade na Amazônia deve ser preservada.
A MP 458 trata da regularização fundiária, mas um dos principais objetivos do governo com as novas regras é permitir maior controle sobre essas propriedades e, em consequência, sobre o desmatamento.

O governo espera que, com a regularização da posse, os órgãos responsáveis possam melhor identificar eventuais crimes ambientais. Dentre outras obrigações, os proprietários terão de cumprir a legislação ambiental, preservando 80% de suas terras.
Adeus, Amazônia!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Islândia planeja ingresso na UE e adoção do euro.

Islândia tem vantagens, mas também enfrenta obstáculos para filiação à União Europeia .

Bandeira da Islândia


País nórdico deseja ingressar no bloco após anos de descaso. Críticos dizem que UE não pode ser "salvadora de nações em crise". Em alguns pontos as chances da Islândia são melhores do que as de candidatos de longa data.

Vista parcial de Reykjavik, capital da Islândia.

Nesta segunda-feira (27/07) a Islândia candidatou-se oficialmente para o ingresso na União Europeia (UE). O processo de admissão é bastante complexo, envolvendo diversas exigências e fases de avaliação.

O país nórdico já preenche parte dos pré-requisitos. Segundo a presidência rotativa da UE, atualmente ocupada pela Suécia, as chances são boas. "Não há uma pista rápida para a Islândia", comentou o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt. Mas, segundo ele, o trecho que o país precisa percorrer é mais curto do que o de outros candidatos.

Regulamentação transitória

Seu colega de pasta islandês, Össur Skarpedinsson, assegura que 70% das leis nacionais já estão conformes às diretrizes da UE. Vantajoso é também o fato de o país já pertencer ao Espaço Econômico Europeu e ao Espaço Schengen, que elimina os controles de fronteira.

A política nacional de pesca poderá exigir uma regulamentação especial de transição, por não estar de acordo com as diretivas do bloco europeu. O país pratica, por exemplo, a caça comercial à baleia, proibida na União Europeia.

A Islândia dispõe de uma zona exclusiva de pesca com 360 quilômetros de extensão. Caso se filie à UE, o país precisaria entregar à comunidade o controle sobre suas águas e cotas de pesca, o que esbarra na resistência do lobby pesqueiro.

Mudança súbita

Também do lado europeu há críticas quanto à intenção da Islândia. O chefe da bancada da União Social Cristã (CSU) no Parlamento Europeu, Markus Ferber, é da opinião que "a UE não pode fazer o papel de salvador na crise econômica islandesa".

Com isso ele se refere à súbita mudança de opinião no país, que antes da crise nunca se interessara por uma filiação ao bloco europeu. Foi depois de o valor da moeda nacional, a coroa islandesa, cair dramaticamente que a Islândia passou a se empenhar pela integração na UE.
Há ainda países-membros que são contra dar preferência ao candidato nórdico perante outras nações que há anos batem à porta do bloco. A Áustria enfatiza o exemplo da Croácia, também candidata ao ingresso na UE. Atualmente os demais candidatos são a Macedônia e a Turquia.

DADOS GERAIS DO PAÍS:
República da Islândia
Sua capital e maior cidade é Reykjavík
população 311.396 habitantes (2007)
PIB US$12,172 bilhões
saiba mais em:

Dica de filmes para o ENEM

http://profgustavoborges.blogspot.com/2008/07/dica-de-filmes-para-as-frias.html

Balbina, a hidrelétrica do caos

Dificilmente haverá no planeta um monumento à estupidez como a Usina Hidrelétrica de Balbina. Idealizada na ditadura militar e inaugurada em 1989, ela custou, na época, US$ 1 bilhão. Inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de riquíssimas florestas nativas, criando um dos maiores lagos artificiais do mundo. Os milhões de árvores que tiveram suas raízes submersas não foram retirados e transformados em madeira produtiva – estão lá apodrecendo. As águas do lago imenso produzem hoje apenas de 120 MW a 130 MW de energia; é a unidade de geração mais ineficiente entre as 113 hidrelétricas do País. E, para culminar a série de desastres, a vegetação inundada se tornou uma fonte gigantesca de emissão de gases de efeito estufa: emite 3,3 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano, metade do que jogam na atmosfera os carros que circulam em São Paulo.




UHE DE BALBINA

Os erros começaram pela escolha do local – uma área extremamente plana, 180 quilômetros ao norte de Manaus. Na planície, as águas se espalharam, rasas, por uma área imensa; há grandes trechos que podem ser percorridos com água na cintura, às vezes com a profundidade suficiente apenas para molhar os pés. A disparidade entre a área inundada e a capacidade de produção de energia é imensa. Para ficar na própria região amazônica, a usina de Tucuruí, no Pará, também alagou uma grande área; lá, o lago ocupa 2,4 mil km², mas a água represada do Rio Tocantins tem força para tocar uma usina de 4.245 MW, 17 vezes superior a Balbina.



A comparação com Itaipu torna Balbina ainda mais absurda. Itaipu tem um lago de 1,3 mil km², metade do da usina do Amazonas, e sua potência instalada é de 14 mil MW. A potência instalada de Balbina, já na época da inauguração, era de ridículos 250 MW. Mas a situação ali piora a cada ano: 18 anos depois, a capacidade instalada já não atinge nem esse limite baixo. Os equipamentos obsoletos, a baixa pressão da água e o acúmulo de sedimentos produzidos pelo apodrecimento das árvores largadas na área inundada continuam comprometendo o potencial de geração, e a capacidade instalada baixou para 235 MW.

No final dos anos 80, a formação do lago, com as águas mansas do Rio Uatumã, reduziu drasticamente o fluxo rio abaixo. Quando se alcançou a cota para funcionamento das turbinas, a Eletronorte liberou a água já saturada de material orgânico apodrecido. O caldo que desceu foi venenoso. “Meu amigo, foi tanto peixe morto! A Manaus Energia recolhia rede e mais rede de peixe boiando. Fizeram um buraco enorme para enterrar tudo. Daí, o peixe sumiu”, lembra o pescador Marcos Claudio da Silva (leia sobre a mortandade de peixes na página seguinte).

Hoje, quase 20 anos depois do fechamento da barragem, a contribuição de gases de efeito estufa em Balbina é dez vezes superior à emissão de uma termelétrica movida a carvão de potência igual à da hidrelétrica. “Para cada megawatt/hora (MW/h) gerado nessa hidrelétrica são liberadas 3,3 toneladas de carbono na atmosfera”, explica Alexandre Kemenes, pesquisador bolsista de um programa chamado Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), uma iniciativa internacional liderada pelo Brasil e abrigada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Numa térmica a carvão, a relação entre emissões de gases e a geração de 1 MW/h é de 0,33 tonelada.”

Além de medir as emissões, o trabalho de Kemenes, que durou cinco anos, indicou a principal fonte de gases de efeito estufa: o reservatório. Apenas 8% da área do lago, segundo cálculos feitos no estudo, foi desflorestada. É do lago que saem 84% dos gases. As emissões da usina são tão elevadas que superam todo o crédito de carbono obtido pela estatal Eletrobrás, que controla Balbina por intermédio da Eletronorte.

Até hoje, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) gerou créditos de 2,7 milhões de toneladas de carbono, volume que irá a leilão na BM&F. Os técnicos dizem que seria possível captar os gases (metano e gás carbônico) para produzir energia, como ocorre em aterros sanitários. “É viável, mas exige investimento”, diz Kemenes. “O problema é que não há investimento em Balbina.”

No grande salão da usina, onde ficam as cinco turbinas, uma frase em letras graúdas diz: “Balbina, respeito à natureza.”

domingo, 17 de maio de 2009

Que venham muitas crises

O mundo se modifica com as crises. Crise não é algo necessariamente ruim, como muita gente acha. O mundo estava em crise quando ocorreu a revolução francesa, o mundo estava em crise quando houve a reforma protestante, o mundo estava em crise quando houve a semana de arte moderna. Sei que existem diferentes conceitos para crise, e as que estamos passando agora é de caráter econômico, e não social ou político como expostas acima. Até as crises de caráter econômico trazem benefícios a posteriori. Porque se há crise, então algo não vai bem e depois disso há uma mudança na conjuntura que havia. Então encontramos um sinônimo para crise, mudança, revolução.


Sim após esta crise o mundo não será mais o mesmo: alguns brindam o fim do neoliberalismo; outros o fim dos EUA. É cedo para dar diagnósticos precisos sobre que efeitos serão visíveis diante este cenário, mas certamente o mundo não será como agora. E isto é bom?

Momentos de crise aguçam o lado criador do homem. Parece que o homem precisa de um impulso para produzir, e as crises em geral são acompanhadas por uma explosão de novas idéias, cientificamente falando e culturalmente falando. Alguns dizem que o momento de letargia vivido pelo mundo nas últimas décadas favoreceu o seu empobrecimento cultural e que a decorrência disso é uma apatia nas produções. Como se nada de realmente bom ou inovador houvesse surgido.

Se olharmos para a musica tem muita coisa boa surgindo, mas também há muita porcaria que merece o lixo do esquecimento. Creio que há mais porcaria que algo bom, inspirador e inovador.

Teríamos uma proporção de 8 para 2 se assim formos quantificar. Na literatura, também vemos um fenômeno parecido, poucos dos novos escritores encantam, são bons de verdade. A grande maioria vende milhões de livro com um livro e após isso desaparece como se a fonte tivesse secado. E uma crise no momento de agora, pelo menos para mim, parece propiciar uma quebra de paradigmas e valores que certamente irão se refletir na arte em geral. Não só na arte como na política, economia, e na sociedade como um todo.

Uma balançada assim para fazer o grande urso gordo e preguiçoso da humanidade acordar para produzir e ser autocritico de sua posição neste cenário.

Um exemplo que trago é a faculdade que estudo. Ela tem um passado glorioso que enche de imaginação quem estuda lá. Mas seu presente é desolador. Não se vê produção de muita coisa, não se vê muitas discussões. O máximo que se vê são indivíduos traçando seus projetos pessoais sem preocupação ou consciência de que existe um mundo que os rodeiam e que é preciso fazer algo de proveitoso nesta passagem pela vida além de encher a cara, ganhar dinheiro e fazer muito sexo.

Não sou saudosista com o passado. Sei que nada é 100% perfeito em conjuntura nenhuma da históri, mas seria ingenuidade minha querer comparar a produção artística e cultural da humanidade atual com de algumas décadas passadas. Seria no mínimo querer quantificar uma projeção que faço na teoria.

Fica ai as indagações, reflexões e esperanças para que o futuro seja melhor do que agora. O que nós podemos fazer para isso? Eu não sei muito bem, já tentei fazer algumas coisas, mas ainda não obtive resultados plausíveis. A questão é que agora me encontro sentado, na frente da maior tecnologia do século 20, escrevendo num blog para que no máximo 2 pessoas leiam e após isso vou espionar a vida alheia no orkut.

Muito revolucionário isso não?

É o grande problema é a inércia e comodidade, está tudo muito fácil. Uma crise vai abalar o sistema e nos fazer movimentar de verdade. Eu clamo por isso, antes que ganhe peso e fique com preguiça de sair da frente do COMPUTADOR.

por MARCELLO BORBA ARAQUAN BORGES

domingo, 19 de abril de 2009

A SERRA DO IBIAPABA - CE

A Serra do Ibiapaba, também conhecida como CHAPADA do IBIAPADA é uma das várias unidades de relevo do estado do Ceará.

"Serra" do Ibiapaba - CE.

Na realiadade, a Serra do Ibiapada é um relevo do tipo CUESTA; forma dissimétrica constituída de REVERSO, FRENTE e CORNIJA (Vide esquema abaixo). Suas altitudes variam de 650 a 900 metros, registrando-se, entretanto, pontos acima de 900 metros.

Situa-se ao longo do oeste do Ceará, nos limites do estado do Piauí, apresentando direção geral Norte-Sul. A chamada "frente" da cuesta assemelha-se a um extenso paredão reproduzindo uma escarpa muito ígreme.

Esta unidade geomofológica é composta por rochas sedimentares da Formação Serra Grande (Siluriano-Devoniano), tendo sua camada superficia (cornija) constituída de rochas tipo arenito. A partir dessas rochas formam-se solos arenosos profundos (Neossolos Quartzarênicos), e solos areno-argiolosos muito intemeperizados (Latossolos Vermelho-amarelos).

Fonte:

- Atlas Escolar do Ceará
- Dicionário Geológico e Geomorfológico - Antonio Teixeira Guerra
- Instituto de Geologia da UNB.

Forças da Natureza: entenda um pouco mais sobre os agentes endógenos da Terra.

Na semana passada o FANTÁSTICO, da rede Globo de TV, lançou uma nova série produzida pela BBC de Londres, que vai ao ar nos próximos domingos mostrando como as forças da natureza criam e modificam estrutura interna e externa da Terra, bem como seus impactos para os seres humanos.

No primeiro episódio da série o programa aborda as PLACAS TECTÔNICAS e a ocorrência de VULCANISMO.

A partir desta semana iremos postar os vídeos para que vocês possam acompanhar a série na íntegra. Aproveitem! Assistam e postem seus comentários e dúvidas.